Em dia decisivo para a PEC da escala 6×1, Lula busca atrair eleitores indecisos com votação no Senado

Proposta que encerra a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso é a principal aposta da campanha do petista para furar a bolha e conquistar o eleitorado no segundo turno.

Fonte: Redação

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Foto: Ricardo Stuckert

Considerada a principal bandeira do plano de governo e da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das Eleições 2026, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da jornada de trabalho na escala 6×1 chega a um momento decisivo de votação no Plenário do Senado Federal nesta quarta-feira (14).

A apreciação do texto no Congresso Nacional é tratada pela articulação política governista como uma estratégia central para atrair o eleitorado indeciso e furar a bolha da militância partidária tradicional. A avaliação interna de coordenadores da campanha petista indica que a pauta possui forte apelo popular em setores urbanos e, especialmente, entre as mulheres — segmento estratégico visado para reverter a vantagem obtida no primeiro turno pelo candidato adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Para viabilizar a análise do texto em dois turnos de votação no mesmo dia, o governo atua para aprovar um requerimento de calendário especial no Senado, medida que necessita do apoio formal de ao menos 54 senadores.

Diante do forte apelo popular e da pressão das redes sociais, a matéria provocou recuos na oposição. O senador e candidato adversário Flávio Bolsonaro, que anteriormente classificava a proposta como “eleitoreira”, recuou publicamente e anunciou voto favorável à medida, defendendo contrapropostas com compensações a empreendedores e microempresas. O gesto do parlamentar gerou reação imediata dos aliados do governo, que passaram a explorar nas redes sociais o resgate de posicionamentos anteriores do opositor.

A proposta aprovada prevê a instituição de diretrizes transitórias de apoio a Microempreendedores Individuais (MEIs) e pequenas empresas para mitigar os impactos de custos operacionais com contratações. Caso a PEC seja chancelada pelo Senado, a Presidência da República prevê a realização de um ato solene no Palácio do Planalto para sancionar o texto.