Campinas implementou, em 24 de setembro de 2026, o Cordão Tulipa Vermelha, um acessório visual para identificar pessoas com Parkinson ou distúrbios do movimento, facilitando o direito ao atendimento preferencial e a assistência em estabelecimentos públicos e privados.
A Prefeitura de Campinas formalizou no dia 24 de setembro de 2026 uma iniciativa inédita que promete melhorar significativamente a qualidade do atendimento para pessoas com doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento na cidade. A medida contempla o uso facultativo do Cordão Tulipa Vermelha, um acessório branco com estampas de tulipa vermelha que sinaliza limitações motoras ao pessoal de atendimento em diferentes serviços públicos e privados, como unidades de saúde, transporte e órgãos administrativos.
A iniciativa e seu funcionamento
O cordão tem 2 centímetros de largura por 85 centímetros de comprimento e acompanha um cartão de identificação que registra informações pessoais, contato de emergência e dados médicos relevantes, como número da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), restrições motoras observadas, uso de medicamentos, e detalhes de procedimentos como implante de eletrodo de estimulação cerebral profunda, quando aplicável. Esta identificação facilita um atendimento adequado, respeitando as necessidades específicas impostas pela condição neurológica que pode apresentar sintomas como tremores, rigidez e lentidão de movimentos.
O uso do cordão é opcional e pode ser adotado tanto pelo portador da doença quanto por acompanhantes ou responsáveis, respeitando-se a privacidade do usuário e prevenindo situações de constrangimento. A lei que institui o programa deixa claro que o dispositivo não condiciona o acesso aos direitos já garantidos às pessoas com Parkinson, mas oferece uma forma prática e visível para a demanda de atendimento preferencial.









