Considerada a principal bandeira do plano de governo e da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das Eleições 2026, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da jornada de trabalho na escala 6×1 chega a um momento decisivo de votação no Plenário do Senado Federal nesta quarta-feira (14).
A apreciação do texto no Congresso Nacional é tratada pela articulação política governista como uma estratégia central para atrair o eleitorado indeciso e furar a bolha da militância partidária tradicional. A avaliação interna de coordenadores da campanha petista indica que a pauta possui forte apelo popular em setores urbanos e, especialmente, entre as mulheres — segmento estratégico visado para reverter a vantagem obtida no primeiro turno pelo candidato adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Para viabilizar a análise do texto em dois turnos de votação no mesmo dia, o governo atua para aprovar um requerimento de calendário especial no Senado, medida que necessita do apoio formal de ao menos 54 senadores.
Diante do forte apelo popular e da pressão das redes sociais, a matéria provocou recuos na oposição. O senador e candidato adversário Flávio Bolsonaro, que anteriormente classificava a proposta como “eleitoreira”, recuou publicamente e anunciou voto favorável à medida, defendendo contrapropostas com compensações a empreendedores e microempresas. O gesto do parlamentar gerou reação imediata dos aliados do governo, que passaram a explorar nas redes sociais o resgate de posicionamentos anteriores do opositor.
A proposta aprovada prevê a instituição de diretrizes transitórias de apoio a Microempreendedores Individuais (MEIs) e pequenas empresas para mitigar os impactos de custos operacionais com contratações. Caso a PEC seja chancelada pelo Senado, a Presidência da República prevê a realização de um ato solene no Palácio do Planalto para sancionar o texto.









