Presidente da Câmara de Sumaré é preso em operação contra tráfico de drogas e segue afastado do cargo

Hélio Silva (Cidadania) foi preso temporariamente em setembro durante a Operação Archimagus; prisão foi prorrogada e Legislativo aprovou licença do vereador.

Fonte: HJ News

Foto de Redação HJ News

Redação HJ News

Notícias em tempo Real!

Presidente da Câmara de Sumaré é preso em operação contra tráfico de drogas e segue afastado do cargo

Foto: Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de Sumaré, vereador Hélio Silva (Cidadania), foi preso em setembro durante a Operação Archimagus, que investiga suspeitas de tráfico de drogas na região. A prisão foi prorrogada, e a Câmara aprovou o afastamento do parlamentar do comando do Legislativo.

Hélio Silva foi preso na manhã de 9 de setembro, em um condomínio de Paulínia, durante a Operação Archimagus, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Campinas. A ação cumpriu dois mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em Campinas, Sumaré, Vinhedo e Jacutinga (MG). Segundo a investigação, o vereador, candidato a deputado federal, seria um dos financiadores de uma suposta organização criminosa dedicada à compra, ao armazenamento e à distribuição de drogas. As informações são da Polícia Federal, que fala em indícios, e a classificação do papel do parlamentar deve ser atribuída à própria investigação.

Com a operação, foram apreendidos armas, dinheiro e joias na residência do vereador, incluindo R$ 18.215 em espécie, segundo os registros divulgados pela imprensa regional.

No dia 10 de setembro, a Câmara de Sumaré aprovou o pedido de licença não remunerada do presidente por 30 dias, e o vice-presidente, Lucas Agostinho (União), assumiu interinamente o comando do Legislativo. Em nota, a Casa afirmou que a investigação tem caráter pessoal e que, até aquele momento, não havia informação que a relacionasse às atividades institucionais do Poder Legislativo.

Em 6 de outubro, o juiz Luiz Antonio Cunha prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do vereador, após pedido da Polícia Federal e manifestação favorável do Ministério Público. A mesma decisão estendeu a prisão de Maikon Baptista da Costa, outro investigado. O novo prazo, segundo a imprensa regional, passa a ser contado após o término da primeira temporária.

Na quarta-feira (14), a Câmara aprovou a prorrogação por mais 30 dias do afastamento do presidente licenciado, com efeito retroativo a 10 de outubro. A justificativa apresentada foi a necessidade de resolver "assuntos pessoais" do parlamentar.

Em entrevista à imprensa, o vice-presidente interino afirmou que a situação "acabou tendo um impacto com os vereadores", mas tratou o caso como "uma coisa pessoal" do colega. A defesa de Hélio Silva disse que o cliente está tranquilo e confia no esclarecimento dos fatos pela Justiça.

O caso ganha relevância em um ano eleitoral, já que o investigado é pré-candidato a deputado federal. Dados enviados à Justiça Eleitoral, citados pelo Metrópoles, mostram que o patrimônio declarado pelo vereador passou de R$ 201,9 mil em 2024 para R$ 1,13 milhão em 2026. O Cidadania, partido do parlamentar, foi citado em reportagens sobre o caso, mas as informações sobre seu afastamento da legenda ainda não foram confirmadas em comunicado oficial.

Até o fechamento desta matéria, a Polícia Federal e o Ministério Público não divulgaram nova decisão sobre a situação processual do vereador, e a prisão atual segue em vigor até o término do prazo previsto. A reportagem continuará acompanhando os desdobramentos do processo.