A democrata Keisha Lance Bottoms foi projetada vencedora da eleição para o governo da Geórgia nesta terça-feira (3), segundo a Associated Press. Ela derrotou o republicano Rick Jackson e, de acordo com a CBS News, também o libertário Chase Oliver. Se confirmado, o resultado a torna a primeira mulher negra eleita para governar um estado dos Estados Unidos.
A vitória tem peso histórico também dentro da própria Geórgia. Bottoms será a primeira mulher a governar o estado e a primeira pessoa negra a ocupar o cargo. Será ainda a primeira democrata a comandar o governo estadual desde 1998.
Ela vai suceder o republicano Brian Kemp, que ficou oito anos à frente do governo da Geórgia. A disputa ocorreu em um estado que, por décadas, foi dominado pelos republicanos e que, nos últimos anos, passou a ser um dos principais campos de batalha entre democratas e republicanos, com eleições cada vez mais acirradas.
A trajetória política de Bottoms começou na esfera local. Ela foi prefeita de Atlanta, a maior cidade da Geórgia, entre 2018 e 2022. Em 2020, esteve entre as mulheres consideradas pelo então candidato Joe Biden para compor a chapa democrata como vice-presidente. Naquele ano, a escolha recaiu sobre Kamala Harris.
Depois da eleição de 2020, Bottoms integrou o governo de Joe Biden, em Washington. As reportagens consultadas não detalham qual função ela ocupou na administração federal.
Na campanha para o governo estadual, Bottoms defendeu a ampliação do acesso ao Medicaid, programa público de saúde voltado a pessoas de baixa renda. Também propôs a redução de impostos para proprietários de imóveis e o aumento dos investimentos em educação. Essas são as principais propostas registradas nas fontes desta matéria para o futuro governo.
O resultado foi divulgado na noite da eleição com base em projeções da imprensa e em apurações parciais. As fontes consultadas não trazem os números finais de votos nem os percentuais de cada candidato, o que deixa o desfecho ainda dependente da totalização oficial da votação.
Com a projeção, o foco passa a ser a transição entre Kemp e Bottoms. As reportagens disponíveis não informam datas, prazos ou detalhes dessa passagem de governo, que deve acontecer em etapas ainda não descritas nas fontes.









