O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, realizou nesta quarta-feira (28) um treinamento sobre cuidados paliativos e cuidados hospice, com o tema “Cuidar quando não é possível curar”. A capacitação foi conduzida pela enfermeira especialista em cuidados paliativos Jessica Duarte de Freitas Rodrigues e contou com participação presencial e online, permitindo que profissionais de outras unidades geridas pelo Grupo Chavantes também acompanhassem a atividade.
O treinamento teve como objetivo ampliar o conhecimento das equipes sobre a abordagem dos cuidados paliativos e desmistificar a ideia de que esse tipo de assistência se destina exclusivamente a pacientes em fase final de vida. A proposta foi reforçar que esses cuidados podem ser oferecidos ao longo da evolução de doenças graves, com foco na qualidade de vida, no conforto e no alívio do sofrimento.
Durante a apresentação, Jessica destacou que os cuidados paliativos consideram o paciente de forma integral, contemplando não apenas os sintomas físicos, mas também os aspectos psicológicos, sociais e espirituais. A abordagem envolve atuação de equipe multiprofissional e inclui o acolhimento aos familiares durante o processo de adoecimento e luto.
“Os cuidados paliativos não significam deixar de tratar o paciente ou considerar que não há mais o que fazer. Pelo contrário, existe muito a ser feito para aliviar sintomas, controlar a dor, oferecer conforto e preservar a dignidade. O cuidado precisa considerar a pessoa como um todo, respeitando suas necessidades e as de sua família”, destacou a especialista.
A enfermeira também abordou a diferença entre cuidados paliativos e cuidados hospice, voltados especialmente à assistência na etapa final da vida. Os paliativos são uma abordagem voltada a pessoas com doenças graves, que apresentam alto risco de mortalidade e afetam negativamente a vida do paciente e de sua família; já o hospice é o cuidado intensivo relacionado à assistência no momento final da vida. Embora tenham enfoques distintos, essas abordagens podem atuar de forma complementar, de acordo com as necessidades de cada paciente.
Outro ponto discutido foi a importância de reconhecer situações que exigem atenção paliativa, para conduzir esses casos de maneira adequada. “A identificação das necessidades individuais, o manejo da dor e de outros sintomas e o diálogo com os familiares são aspectos essenciais para qualificar a assistência e torná-la mais humanizada”, pontuou Jessica.
Para a gerente assistencial do HM, Sarah Guimarães, a capacitação contribui para fortalecer o preparo das equipes diante de situações complexas e ampliar a qualidade do cuidado oferecido aos pacientes. “Investir na qualificação dos profissionais é fundamental para aprimorar a assistência e garantir que as necessidades de cada paciente sejam reconhecidas de forma integral. Falar sobre cuidados paliativos também é fortalecer uma cultura de cuidado que valoriza o conforto, a dignidade e o acolhimento dos pacientes e de suas famílias”, ressaltou.
O diretor médico do hospital, Dr. Fernando Bertola, também participou do treinamento e destacou a importância de ampliar a discussão sobre o tema dentro da instituição. “É imprescindível que nossas equipes estejam preparadas para reconhecer quando os cuidados paliativos são indicados e como conduzir cada situação com responsabilidade e sensibilidade. Mesmo quando a cura não é possível, podemos oferecer tratamento, aliviar o sofrimento e garantir uma assistência qualificada, respeitosa e centrada no paciente”, afirmou.
A capacitação integra as iniciativas de educação permanente do Hospital Municipal e reforça o compromisso da instituição com o aprimoramento contínuo das equipes e com a oferta de uma assistência cada vez mais humanizada, segura e integral.
“A qualificação das equipes é essencial para que possamos oferecer uma assistência cada vez mais completa e humanizada. Os cuidados paliativos reforçam a importância de olhar para cada paciente em sua individualidade, com atenção às suas necessidades, ao seu conforto e à sua dignidade. Nosso compromisso é garantir que esse cuidado esteja presente em todas as etapas da assistência, sempre com respeito e acolhimento aos pacientes e seus familiares”, ressaltou a superintendente da Fusame (Fundação de Saúde de Americana), Lilian Franco de Godoi.
O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi é administrado pelo Grupo Chavantes, em gestão compartilhada com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Americana.









