Trump afirma que EUA irão governar a Venezuela interinamente e controlar o petróleo do país

Em pronunciamento, Donald Trump disse também que petroleiras norte-americanas começarão atuar na Venezuela. Ele disse que um grupo formado pelos EUA vão governar Venezuela até uma transição, mas indicou que María Corina Machado não fará parte do novo governo.

Fonte: Redação

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Foto: Jim Watson/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em pronunciamento que os EUA passarão a governar a Venezuela de forma interina, assumindo também o controle do petróleo venezuelano. A declaração eleva ainda mais a tensão internacional e aprofunda a crise política e diplomática envolvendo o país sul-americano.

Segundo Trump, será criado um grupo liderado pelos Estados Unidos para administrar a Venezuela durante um período de transição política. O presidente norte-americano declarou que essa gestão teria como objetivo “restabelecer a ordem, garantir estabilidade institucional e reorganizar setores estratégicos da economia”, com destaque para o setor energético.

Durante o discurso, Trump afirmou que petroleiras norte-americanas passarão a atuar diretamente na Venezuela, assumindo operações ligadas à exploração e comercialização do petróleo. O país possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, e o controle dessa riqueza sempre foi um ponto central das disputas geopolíticas envolvendo Caracas.

Apesar de defender uma transição política, Trump deixou claro que María Corina Machado, um dos principais nomes da oposição venezuelana, não fará parte do novo governo interino. A exclusão da líder opositora chamou atenção, já que ela vinha sendo citada por setores internacionais como uma possível figura de transição democrática no país.

A declaração não detalhou quem fará parte desse grupo de governança nem quais países estariam envolvidos ao lado dos EUA. Trump também não especificou prazos para o período de administração interina ou para a realização de novas eleições na Venezuela.

A fala do presidente americano ocorre em meio a um cenário de grave instabilidade na Venezuela, marcado por crise econômica, disputas de poder, sanções internacionais e recentes episódios de tensão militar. Autoridades venezuelanas ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as declarações, mas aliados do governo classificam a posição dos EUA como violação da soberania nacional.

Especialistas em relações internacionais avaliam que o anúncio pode provocar reações imediatas da comunidade internacional, incluindo posicionamentos da ONU, países da América Latina e potências globais como China e Rússia, que mantêm interesses estratégicos na região.

Enquanto isso, o discurso de Trump reforça um cenário de incerteza e amplia o risco de escalada diplomática e econômica no continente, com impactos diretos no mercado de energia e na estabilidade política da América do Sul.