PolíticaSanta Bárbara

Campanha eleitoral em Santa Bárbara segue “morna”.

0

Com as eleições municipais se aproximando, os partidos políticos já se movimentam nos bastidores para definirem seus grupos, tendo as convenções partidárias como prazo final para a formação das coligações majoritárias.

Em Santa Bárbara, os pré-candidatos ainda seguem ”mornos” durante a pré-campanha, apenas um ou outro aposta em alguma ação nas redes sociais, mas ainda sem muita relevância.

Por outro lado, um dos temas discutidos em quase todos os grupos é o nome a compor como vice em cada chapa, dado que nesta eleição a figura do vice não terá apenas um papel decorativo na campanha, afinal todos os pré-candidatos a prefeito são novatos na disputa eleitoral majoritária e, portanto, a escolha do vice terá muito mais relevância.

Diante desse cenário, para aqueles que gostam de análises contextuais, segue um ”textão” analítico sobre a conjuntura política da cidade, a partir

RAFAEL PIOVEZAN (PV)

O biólogo barbarense é a aposta do atual Prefeito Denis Andia para a sua sucessão. Piovezan ocupou nos últimos anos o cargo de diretor-superintendente do DAE (Departamento de Água e Esgoto), uma dos órgãos com maior orçamento no município. Em sua gestão, Rafael emplacou a construção de uma nova represa, além da implatação de uma nova estação de tratamento de esgoto na cidade (ETE – Toledos II).

O atual vice-prefeito tem o desafio de vencer uma eleição atípica, diretamente influenciada pela pandemia do novo coronavírus, o que tornará o contato corpo a corpo menos constante, elevando o papel das redes sociais, onde  Rafael ainda patina, não conseguindo ter a mesma relevância do seu maior apoiador e padrinho político Denis Andia.

Seria uma estratégia de Denis ”esconder” ou ”proteger” o seu candidato companheiro na administração, trazendo pra si as críticas raivosas da oposição, ou apenas inabilidade política do grupo da situação?

Além disso, outras perguntas que pairam são: quantos votos Andia será capaz de transferir ao seu pupilo? Rafael conseguirá convencer o eleitor de que ele será o ”Novo Denis Andia”?

DR. JOSÉ (PSD)

O médico e vereador enfrentará seu maior desafio: a disputa ao cargo de alcaíde municipal. Médico há 30 anos na rede pública municipal e vereador há cerca de 8 anos, Dr. José é a aposta do maior grupo de oposição da cidade, capitaneado por Paulo D’Elboux, presidente do PSD local e proprietário da Rádio Brasil e SBNotícias. Paulo, que comandou as campanhas de Mário Heins (2008); Larguesa (2012) e Zé Maria (2016), tendo no histórico duas derrotas consecutivas para Denis Andia (2012 e 2016), busca reverter esse quadro com a eleição de Dr. José.

A primeira disputa política entre os dois grupos (situação e oposição) foi na montagem da chapa de candidatos à vereança, e nessa o grupo do Dr. José se deu melhor. Porém, isso não se deu por mérito do candidato, mas por conta de sua equipe, que não somente montou um grande time, como também viabilizou seu nome como maior adversário da base governista, tendo articulado, inclusive, a sua saída do ninho tucano e chegada ao PSD.

Ainda não se sabe de fato se a pandemia do coronavírus terá influência na escolha do eleitor, ou se Dr. José se ”beneficiará” do momento por ser médico, mesmo porque o pré-candidato não tem se posicionando efetivamente sobre o tema, uma omissão que pode lhe custar caro, principalmente se comparado a outros médicos da cidade que tem encontrado na pandemia um assunto a ser amplamente discutido, como o pré-candidato a vereador Dr. Rubens Coelho, que pelo seu engajamento na redes sociais em relação ao tema, já recebeu, inclusive a alcunha de “Dr. Corona”.

Por hora, o maior desafio do candidato oposicionista será mostrar ao eleitor barbarense se de fato terá propostas efetivas para a Saúde, sua maior bandeira, rompendo com o discurso raso adotado em eleições passadas, o que, vale dizer, ainda não se propôs a fazer.

FABIANO PINGUIM (PODEMOS)

Vereador por dois mandatos, Fabiano foi o candidato a deputado federal mais votado da história da cidade, no entanto, isso se deu há quase seis anos atrás. Já em 2016, decepcionou a todos do seu grupo político ao abdicar da sua candidatura, após uma forte pré-campanha, para se unir ao ex-prefeito Zé Mária como vice, uma decisão ainda criticada por aqueles que acreditam que se Fabiano tivesse se mantido a sua candidatura em 2016, seu nome estaria ”maduro” para as eleições deste ano.

No entanto, tendo preferido ser coadjuvante em 2016, Pinguim assistiu de camarote a reeleição avassaladora de Denis Andia, o que o manteve fora do cenário político por 4 anos e impondo-lhe a necessidade de articular um novo grupo, para o que se uniu a um ”velho articulador” da cidade: o ex-vereador Adegas Júnior, coordenador regional do PODEMOS.

Nesse ano, Pinguim novamente sonha com a cadeira de prefeito da cidade e aposta como trunfo na sua grande votação em 2014 e na sua popularidade na zona leste, para o que terá que lidar também com a alta rejeição que possui naquela região pelas decisões tomadas anteriormente, o que lhe torna o candidato com maior rejeição entre os postulantes.

Além dos desafios de diminuir a sua alta rejeição e reconquistar a confiança do meio político, a tarefa mais difícil para Fabiano será conseguir ter alcance na área central da cidade, núcleo mais elitista e conservador, antagonico ao perfil de Pinguim. Mas, antes disso, resta ainda saber se Fabiano enfim entrará no jogo para ganhar ou se limitará a atrapalhar um dos lados, afim de favorecer o outro candidato.

Para que você internauta entenda melhor, seria como ser o Rubinho Barrichello na Formula 1, que só entrava na pista para favorecer a Schumacher a questão é: quem será o Shumacher?

MARCOS FONTES (PSL)

Jovem de 24 anos que aposta na sua juventude e carisma para conseguir um lugar ao sol, Marcos foi o candidato a deputado estadual mais votado de Santa Bárbara em 2018 com pouco mais de 16 mil votos, após embarcar na onda do bolsonarismo, mesmo não tendo tanta identificação com Jair Bolsonaro.

Filho do vereador Carlos Fontes, parlamentar da ativa com maior número de mandatos na cidade, Marcos permaneceu no PSL depois da saída de Bolsonaro da legenda, o que pode lhe custar boa parte dos votos obtidos em 2018, porém, manteve ao seu lado figuras importantes do partido eleitos na onda conservadora do bolsonarismo, mas hoje inimigos declarados do Presidente, como o senador Major Olímpio e os deputados Joyce Hasselmann e  Junior Bozzella, o que também deve lhe garantir uma boa fatia do fundo eleitoral.

Seu maior desafio é conseguir convencer o eleitor a votar em um jovem de 24 anos para administrar uma cidade com mais de meio bilhão de orçamento, além de mostrar a todos que de fato vem pra competir, e não apenas para ajudar seu partido a eleger vereadores, que não por acaso tem seu pai como ponteiro entre os pré-candidatos.

Texto: Felipe Corá

hjnews
Notícias em Tempo Real! WhatsApp: (19) 98223-6632

Palmeiras vence Corinthians nos pênaltis, encerra jejum e evita tetra do rival

Previous article

Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada até 31 de agosto

Next article

You may also like

Comments

Comments are closed.

More in Política