A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste, por meio do Departamento de Vigilância em Zoonoses, vinculado à Secretaria de Saúde, concluiu na última semana mais uma etapa da ADL (Avaliação de Densidade Larvária), levantamento que integra as ações de monitoramento e controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A atividade é realizada por meio de visitas a imóveis localizados em quarteirões selecionados por amostragem, conforme metodologia de vigilância entomológica, permitindo identificar a presença do mosquito, os principais tipos de criadouros e as condições que favorecem a sua proliferação.
Durante o levantamento, foram registrados 8.767 imóveis, dos quais 4.016 puderam ser efetivamente vistoriados, com inspeção dos recipientes e orientações aos moradores sobre as medidas de prevenção e controle do mosquito. Nos demais 4.751 imóveis não foi possível realizar a atividade, por estarem fechados, desocupados e/ou por recusas de acesso por parte dos proprietários.
Entre os imóveis inspecionados, 31 apresentaram presença de Aedes aegypti, resultando em um Índice Predial de 0,77%. Já o Índice de Breteau, que representa o número de recipientes positivos para o mosquito a cada 100 imóveis pesquisados, também foi de 0,77.
De acordo com a classificação do Ministério da Saúde, o resultado menor que 1 é satisfatório, entre 1 e 3,9 é alerta e acima de 3,9 é classificado risco. Embora o resultado do Município esteja abaixo de 1,0, a identificação de criadouros reforça a necessidade de manutenção das medidas preventivas, especialmente diante das condições climáticas favoráveis à reprodução do vetor.
Recipientes domésticos estão entre os principais criadouros
Durante as inspeções, os agentes identificaram larvas em diferentes tipos de recipientes, com destaque para vasos de plantas, pratos de vasos, baldes, latas, frascos, embalagens plásticas e outros objetos capazes de acumular água. Também foram identificados criadouros em pneus, lonas e recipientes fixos.
Os recipientes móveis representaram aproximadamente 69% dos registros de recipientes com larvas, evidenciando que grande parte das condições favoráveis à reprodução do mosquito está associada a objetos presentes no cotidiano dos imóveis.
O Setor de Combate de Vetores reforça que a eliminação desses criadouros depende de cuidados simples e contínuos, como o descarte adequado de materiais sem utilização, a limpeza de recipientes e a prevenção do acúmulo de água.
Monitoramento identifica bairros que merecem atenção especial
Além da Avaliação de Densidade Larvária, o Município mantém o monitoramento entomológico por meio de ovitrampas, dispositivos utilizados para acompanhar a atividade de postura de ovos do mosquito ao longo do ano. A análise conjunta dos resultados das ovitrampas e dos indicadores entomológicos permite identificar localidades que necessitam de acompanhamento mais próximo. Entre os bairros que merecem atenção especial estão: Residencial Furlan, 31 de Março, Vila Rica, Orquídeas, Vila Macknight, Jardim Conceição, Parque Olaria e Conjunto Romano, onde o monitoramento territorial aponta indicadores que justificam a intensificação da vigilância e das medidas preventivas.
A identificação dessas localidades não significa que o mosquito esteja restrito apenas a elas. A presença de criadouros em diferentes regiões do Município demonstra que os cuidados devem ser mantidos rotineiramente em todos os bairros de Santa Bárbara d’Oeste.
Orientações
As ações de prevenção e controle do Aedes aegypti são realizadas durante todo o ano pelo Setor de Combate de Vetores do Departamento de Vigilância em Zoonoses, incluindo visitas domiciliares, orientações aos moradores, identificação e eliminação de criadouros, aplicação de larvicidas quando indicada e monitoramento entomológico.
A Prefeitura reforça que a participação da população é essencial e incentiva a receber os agentes de controle de endemias, que orientam sobre medidas simples e eficazes para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Todas as ações são gratuitas e não há cobrança de taxas para nenhum serviço ou produto utilizado.
As orientações para a população são simples e podem salvar vidas:
- Utilizar tampas e telas para vedar baldes e tambores de armazenamento de água;
- Armazenar objetos em local coberto ou descartar, de forma adequada, o material que não vai mais utilizar. O Município dispõe de Ecopontos e do serviço de coleta de resíduos regular;
- Limpar as calhas e caixas d’água;
- Não armazenar pneus e garrafas em local descoberto;
- Não deixar plantas na água, utilizando sempre vasos com terra;
- Verificar a drenagem dos vasos de planta, para que não acumulem água;
- Não utilizar pratinhos embaixo dos vasos;
- Evitar bromélias, em centros urbanos, pois elas também servem como criadouro de Aedes aegypti;
- Usar telas nas caixas d’água;
- Instalar telas mosquiteiras em janelas e portas;
- Limpar e fazer o tratamento adequado nas piscinas.
Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, manchas vermelhas na pele e dores no corpo, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima e evitar a automedicação, pois alguns medicamentos podem agravar o quadro clínico.
Vale ressaltar que a pessoa também deve ficar atenta aos sinais de alarme para a dengue que incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, queda abrupta na temperatura do corpo, sangramentos, agitação ou sonolência, choro persistente em crianças, tontura ou desmaio, pele fria e pálida, dificuldade de respirar e diminuição da quantidade de urina. Esses sintomas podem aparecer a partir do terceiro dia da doença e indicar agravamento do quadro. Neste caso, é primordial procurar o serviço de saúde imediatamente.









